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Alegria cotidiana

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Urgência de Viver, Urgência de Ser

 É urgente inventar  Novos atalhos Acender novos archotes E descobrir novos horizontes. É urgente quebrar o silêncio Abrir fendas ao tempo E, passo a passo, habitar outras noites Coalhadas de pirilampos. É urgente içar Novos versos Escalar novas metáforas E trazer esperanças Recalcadas pela angústia. É urgente partir sem medo E sem demora Para onde nascem os sonhos Buscar novas artes de esculpir a vida.”  Armando Artur (Poeta Moçambicano)
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  Meu cabelo, desde sempre, foi ralinho. Fino que só.  Aliás, nunca se intimidou do ralo, tem meses que me desafia, parece que quer provar para mim mesma a minha impotência diante da vida, sobretudo da minha. Babosa, vitamina, simpatia, shampoo. Nada. Quando quer, cai tanto que só Deus sabe o milagre de eu não ficar careca.  Talvez seja por isso. (Porque eu vivo tentando encontrar respostas?) Tá bem, pode não ter nada a ver.  O fato é que nada mais desafiador e prazeroso que os cabelinhos das bonecas que costuro.  Fio a fio.  Horas a fio, privilégio.  Agradeço. 

30 anos desmanchando nós

Estou fazendo uma boneca muito especial, e agora chegou a parte mais trabalhosa da boneca: fazer o cabelo. Nas pontas dos pés faço a arriscada manobra cotidiana: pegar a cesta de lãs da última prateleira. Corpo inteiro esticado, as pontinhas dos dedos fazer o convite para a cesta escorregar, devagarinho, para minhas mãos. Há quem diga que sou preguiçosa "pegue um banquinho Janaina". Há quem diga que sou descuidada "você não liga se cair tudo?". Sempre há alguém pra dizer algo, né? Me falta coragem, ou tempo, ou interesse?, de perguntar para essas pessoas se elas conhecem essa sensação de esticar-se inteira, de sentir os tendões da batata da perna até os das falanges distais, e a curiosa sensação de perceber a respiração quase paralisante enquanto todo o corpo pulsa a atenção em manobras arriscadas, Ah, é isso: não quero ser mais uma pessoa das que sempre tem algo para dizer. Por isso tenho preferido viver minhas aventuras assim, eu comigo mesma, quando ninguém vê.  ...

Diminua a velocidade do Natal, evite acidentes.

Quero uma infância que celebre aquele Natal antes da dominação da cultura do consumo. Quero que s crianças aprendam a viver com calma, aproveitando o momento presente, elas são nossas mestras nisso, percebem coisinhas do instante que nós, com nossa cabeça sempre acelerada, raramente percebemos.  De repente, já é Natal em um monte de lugar. Muitos que acessam meus textos pertencem a uma realidade que provavelmente os preços dos presentes não importam muito, pois Natal é época de presentear e agradar quem amamos! Minha pergunta é: mas e o preço de não pisar no freio e questionar como as coisas tem sido atropeladas, como estamos cada vez mais distante de vivências ritualísticas, belas, agradáveis, de um tranquilo e atento?  Bom, para isso não tenho respostas. Mas tenho inúmeros relatos de famílias de alunos que se aprofundaram numa perspectiva mais crítica desta nossa realidade, e se comprometeram na busca por uma educação que promova mais saúde do que doenças.  Para que com...

Segredo

"Um livro de poesia: Crítica social e ilustração Ou: bebedeiras da boemia" - Contou, com voz baixa e mansidão Não aceitou café Álcool nenhum bebe mais Nos saudamos, então, de cafunés Desembarcamos nossos corpos no cais Mar manso, desconhecido Prazer em desbravar Se deixou ser conduzido O que é tão raro  gostoso de encontrar Aqui deitada, quase a dormir seu cheiro me evoca Não posso mentir Tua grandeza me provoca