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Tem planta no ser tão
Estiagem Meus olhos são a única nascente Silêncio líquido escorre na face Se fácil fosse Eu quereria? A ponte já não serve para nada Não há o que atravessar Tudo está seco Aa fissuras estão expostas A única fluidez É a que escorre de meus olhos Silenciosas gotas-dúvidas salgadas de sonhos estiados A ponte virou lembrança, afeto Quem quiser passar, que vá pelo chão, Sólido, duro, fissurado Porém sempre desejado de paixão Dizem que lá do outro lado milagres aguados plantaram mudanças não duvido que desses meus olhinhos boa colheita eu faça das andanças Estiagem Estes agem Quem segue desbravando de-certo comigo?
Urgência de Viver, Urgência de Ser
É urgente inventar Novos atalhos Acender novos archotes E descobrir novos horizontes. É urgente quebrar o silêncio Abrir fendas ao tempo E, passo a passo, habitar outras noites Coalhadas de pirilampos. É urgente içar Novos versos Escalar novas metáforas E trazer esperanças Recalcadas pela angústia. É urgente partir sem medo E sem demora Para onde nascem os sonhos Buscar novas artes de esculpir a vida.” Armando Artur (Poeta Moçambicano)

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