Tem planta no ser tão

Estiagem

Meus olhos são a única nascente
Silêncio líquido escorre na face
Se fácil fosse
Eu quereria?

A ponte já não serve para nada
Não há o que atravessar
Tudo está seco
Aa fissuras estão expostas

A única fluidez
É a que escorre de meus olhos
Silenciosas gotas-dúvidas
salgadas de sonhos estiados

A ponte virou lembrança, afeto
Quem quiser passar, que vá pelo chão,
Sólido, duro, fissurado
Porém sempre desejado de paixão

Dizem que lá do outro lado
milagres aguados plantaram mudanças
não duvido que desses meus olhinhos
boa colheita eu faça das andanças

Estiagem
Estes agem
Quem segue desbravando de-certo comigo?

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Urgência de Viver, Urgência de Ser