Brincar com poesia #1

No quintal de casa, a natureza descansa. Pedrinhas e entulhos enterrados no chão, cascas, sabugos, folhas em decomposição. Minha imaginação, entretanto, é puro adubo.

Não tenho um quintal paisagístico, porque a paisagem para mim precisa ser viva, espontânea, cíclica. Acho lindo os quintais assim, com grama e flores planejadas. Mas descobri a lindeza também dos matinhos que crescem e revelam flores mais lindas do que da própria floricultura! Também descobri remédios (que insulto chamá-los de mato. Deveríamos chamá-los de vivo!).

Aprendo muitas coisas ao observar e vivenciar esses desperdícios, estou com Manuel de Barros sobre a abundância que eles são. Assim eu me alimento, não só ao corpo, mas minha alma e me espírito. Com poesia, simplicidade, imaginação.

E enquanto tiver alimento em minha casa, também terei para dividir. Minha esperança é que,essa brincadeira de fazer vídeo com poesia e desperdícios de quintal possa alimentar um pouquinho vocês.

Estar neste momento de isolamento social tem me convidado a conhecer e brincar também com esse mundo tecnológico e dos aplicativos. É o melhor que consigo fazer, mas é de todo o coração.

Fiz um vídeo para compartilhar com vocês:

Brincar com poesia #1

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