Para minha mãe
Senta que lá vem história. Só não sei por onde começar a contá-la. Pelo começo, com os encantamentos e paixões, pelo meio, com as dores e rupturas, ou por mais recente, pelos aprendizados e reencantamentos, alegrias, durezas? Acho que eu não sou a única que tem dificuldade para tentar resumir um pouco dessa relação filha-mãe. Talvez este seja um bom começo: deixei de ser uma pessoa que cultiva as relações virtualmente, que nutre afeto e carinho pelas telas, pelas redes sociais, já fazem alguns anos. A justificativa é complexa e íntima. Tem fundamentação espiritual, política, filosófica, e não me disponho a falar sobre isso por aqui, aliás faz parte daqueles assuntos que a gente tem só conosco mesmas, sabe? Fato que este talvez seja um marco na minha relação com a mamãe (e com tanta gente, quase todo mundo que tem este hábito e este gosto). Muitas vezes eu preferi fazer minhas cartinhas ou cartões pintados, desenhados, recortados e costurados a mão. Mas dessa vez senti v...